
Postado por Grace Kunst
Um dos grandes objetivos das séries iniciais é que ao témino dos cinco primeiros anos de estudo, os alunos sejam capazes de efetuar as quatro operações e os problemas matemáticos que as envolvem.
É inclusive o que esperam os professores de 6º ano ou 5ª série.
É extremamente importante que haja esta preocupação com as quatro operações, mas acima de tudo é importante levar os alunos a realizá-las com atenção.
Lembrando de minha época de escola, onde era obrigatório saber a tabuada de cor e sateado, pois eramos chamados até a frente da sala e o professor perguntava a tabuada com a mão na nossa orelha (nunca mais me esqueci quanto era 7 X 6), se errassemos levavamos um puxão. Acabei descobrindo de onde vinham os números da tabuada muito tempo depois, pois até então somente decorava.
Hoje ao trabalhar tabuada com os alunos utilizo um material muito bom do livro Matemática da Minha Vida, que trabalha cada tabuada por meio de uma histórinha de uma forma bem lúdica e fácil dos alunos entenderem.
A adição, como tem a idéia de juntar é muito fácil para os alunos compreenderem se utilizarem um material de contagem ( palitos, tampinhas, botoes etc.). Sempre solicito que tenham este material para facilitar o entendimento e que possam ter algo concreto para trabalharem.
Na subtração é importante a utilização deste material de contagem, pois alguns alunos tem bastante dificuldade, principalmente quando o número de cima é menor e é preciso pedir uma dezena para o vizinho. É muito comum na subtração, principalmente no problemas matemáticos eles confundirem com a adição, pois eles tem mais facilidade de compreender a idéia de tirar, mas quando se fala em completar (quanto falta) e comparar (quanto a mais) eles tem mais dificuldade. Neste caso é preciso ler com muita atenção os problemas matemáticos com os alunos e estabelecer a diferença entre os três (tirar, comparar e completar) para que eles possam identificar nos problemas matemáticos e resolvê-los com facilidade.
A divisão é para muitos a vilã das operações. Os alunos entendem muito bem quando se faz conjuntos, grupos, dividi-se o materia de contagem, mas no momento de chegar ao algorítimo, tudo parece grego, eles não conseguem transpor as situações concretas para o cálculo. Acabo juntamente com o algorítimo, utilizando o material de contagem para eles visualizarem quantas vezes um número cabe em outro e associado a isso, vou relacionando com a tabuada para eles notarem que uma depende da outra.
BRINCADEIRA DA BOMBA
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Círculo com cadeiras, no centro uma caixinha com cáculos simples (adição, subtração, multiplicação e divisão).
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Os alunos passrão uma bola entre si, de mão em mão ao som de uma música.
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Ao parar a música aquele que estiver com a bola nas mãos irá até a caixinha e sorteará uma ficha com cálculo e responderá.
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Caso não souber, o colega que souber responde.
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É uma maneira muito boa de revisar vários conteúdos de uma forma bem divertida.
Postado por Márcia Greff
Eu, como trabalho com primeiro ano, costumo trabalhar antes de iniciar as operações, com muitos jogos e atividades práticas.
Trabalho com classificação, seriação, jogos de memória e jogos que desenvolvam habilidades como atenção,concentração...
E agora, antes de qualquer coisa, vou investigar o que meus alunos pensam sobre o sistema de numeração.
Quando começo mesmo a trabalhar com as operações, começo trabalhando com situações do dia a dia. Começo pela adição, depois trabalho subtração. Divisão só trabalho com desenhos,jogos e com atividades concretas.
Exemplo: número de meninas, número de meninos, número de alunos, objetos da sala, membros da família, objetos da escola...
Procuro trabalhar o desenho, o concreto e logo o cálculo armado.
No primeiro ano , não aparecem tantas dificuldades como nas demais séries, pois geralmente os cálculos são mais fácies. No entanto, nas demais séries, existem dificuldades relacionadas com o transporte(adição e subtração), os alunos esquecem que devem transportar para a unidade ou para dezena.
A divisão é uma operação que muitos alunos apresentam dificuldades, principalmente no 3º, 4º e 5º ano. Nós professores, contornamos essas dificuldades apresentadas pelos alunos, usando atividades variadas, atividades concretas e através de discussões que nos permitam descobrir como o aluno está pensando. Quando o professor deixa o aluno mostrar como está fazendo a operação e interage com esse aluno mostrando como se faz. Esse procedimento é repetido muitas vezes.
Também através jogos, de trabalhos em grupos, quando alunos que já dominam determina operação auxilia os demais que ainda não têm domínio da operação.
Postado por Maria Bernadete e Lucele
Após debates e encontros entre o grupo, constatamos que todas nós temos os mesmos anseios e que os nossos alunos, mesmo de diferentes realidades, o processo para se chegar ao cálculo é o mesmo. Primeiramente, é a construção do número. Sabemos da importância de que nós professores devemos explorar diferentes situações do cotidiano e também propor atividades desafiadoras.
Ex.: Jogos para que a criança desenvolva sua autonomia intelectual, construindo progressivamente o conhecimento lógico matemático. Mesmo com atividades diferenciadas notamos que muitos têm dificuldades quando chegam no calculo, pois ainda não conseguem compreender o processo.
É no 3° ano que introduzimos a adição com transporte, a subtração com retorno, a multiplicação (tabuada até 5); e ainda mais para o final do ano a divisão. Tudo isso é bastante complicado. Antes de iniciarmos com a multiplicação devemos usar várias situações reais de formação de grupo.
Ex.: Usando os alunos, formar oito grupos com 2 alunos em cada e/ou vice e versa. Após questionar:
Quantos grupos formamos?
Quantos elementos em cada grupo?
Quantos alunos tem ao todo?
Quantas vezes aparece o oito?
Quantas vezes aparece o dois?
O que apareceu oito vezes?
Iniciamos com a divisão exata e inexata ao mesmo tempo. Usando qualquer material e propondo situações como:
a) Reparta igualmente oito tampinhas em dois grupos com a mesma quantidade em cada grupo. Quanto deu?
b) Distribua igualmente 11 tampinhas em 2 grupos. Sobraram tampinhas? Quantas? São usadas várias situações, até que os alunos compreendam.
Por tudo isso, trabalhamos sempre com o concreto, com o quadro valor lugar, com o material de base 10, com o ábaco ou com qualquer outro material que sirva para contagem.
Procuramos planejar nossas atividades de acordo com a realidade dos nossos alunos partindo quase sempre de situações problemas, levando o aluno a pensar e refletir formulando assim suas hipóteses.
Já no 4° ano, partimos para a resolução de problemas para que as crianças adquiram a capacidade de compreender situações problemas também de seu dia-a-dia, além de adquirirem a capacidade de resolver operações mentais. Também realizamos vários jogos e atividades lúdicas como uma maneira para as crianças compreenderem o processo da tabuada e memorizá-la.
Um dos grandes problemas no 4º ano é o processo de divisão. Para aumentar a compreensão de todo o processo da divisão realizamos jogos para que as crianças compreendam a formação de grupos. Um desses jogos para a divisão é esse:
Materiais necessários:
*36 cartões, que pode-se confeccionar com cartolina ou outro papel duro.
*dados.
*10 fichas ou qualquer outro marcador, como tampinhas, feijões etc.
Como jogar:
* cada jogador, na sua vez, lança o dado. A quantidade obtida determina em quantas partes iguais o aluno deve dividir seus 36 cartões.
Registro da jogada:
* cada criança recebe uma tabela e deve preenchê-la a cada jogada:
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Total de cartões
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Em quantas partes foram divididos
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Número de cartões em cada parte
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Quantidade que sobrou
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36
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36
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36
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36
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Postado por Isabel Kaufmann
Ao trabalhar as quatro operações com os alunos percebo que muitos apresentam dificuldades na subtração, quando o número de cima é menor que o debaixo, ou quando o número de cima é o algarismo zero. E na divisão quando chegamos na parte de organizar o cálculo no papel.
Então começo desde o início da 3ª série ou 4º ano, trabalhando primeiramente com a adição e após com a multiplicação, pois utilizo a adição para representar os elementos do conjunto. Utilizo muito canudinhos,tampinhas e o próprio desenho que os alunos podem fazer.
Na adição como temos o reagrupamento utilizo os canudinhos e combino que a cada 10 canudos preciso amarrá-los e eles formam 1 dezena, e assim ia fazendo com a centena e milhar.
Quando entrava no milhar combinava cores com eles. Amarelo unidade, vermelho dezena, azul centena e verde milhar.
Então a cada 10 canudinhos amarelos podia trocar por 1 vermelho; a cada 10 vermelhos trocava por 1 azul e a cada 10 azul trocava por 1 verde.
Estas sugestões retirei do livro de matemática da Unisinos da professora Elza.
Na subtração usava o mesmo material, porém no reagrupamento os alunos precisavam desfazer os montinhos e trocá-los.
Ou seja, se apresentava uma situação problema onde envolvesse estes algorítimos 40 – 18, como poderíamos proceder?
Alguns utilizavam o termo pedir emprestado, mas indagava-os sobre quando iriam devolver e estes não sabiam, então combinávamos que iríamos pegar.
Então era necessário fazer o processo inverso, ou seja trocar 1 canudinho vermelho por 10 amarelos.
Perguntar:
Tenho 10 canudinhos amarelos, tiro 8, com quantos fico?
Quantos canudinhos vermelhos sobraram?
Tenho que tirar 1 canudinho vermelho, com quantos fiquei?
E assim sucessivamente.......
Na multiplicação utilizava o jogo General. Separava os alunos em grupos Meninas e Meninos cada grupo ganhava 5 dados.Um representante da equipe lança os 5 dados, procurando formar o GENERAL, ou seja, todos os 5 dados com o mesmo valor. Devem preencher a tabela abaixo,formando o general de 1, após o de 2 e assim consecutivamente até o 6.
Em cada rodada o aluno poderá lançar os dados três vezes e separar aqueles dados que caíram com o valor que se deseja. Após as três chances, calcula-se os pontos da rodada, juntando-se as quantidades iguais dos dados e desprezando os outros dados que não indicaram a quantidade desejada .Quando conseguirem formar um general, devem acrescentar ao total das bolinhas, mais 10 pontos pelo prêmio do general. ( Extraído do livro de Ana Cristina Rangel)
Na divisão começo trabalhando com material concreto. Um exemplo pegar 24 canudinhos e distribuí-los entre 3 colegas.
Quantos canudinhos cada um ganhou?
Sobraram canudinhos?
Representar através do desenho os conjuntos.
Como representamos através da adição o que fizemos?
E usando os algoritmos, como podemos representar?
Sugestão de atividade:
Inicialmente trarei pinicas para a sala de aula, cada dupla ganha pinicas. Os alunos podem jogar livremente neste início de atividade.
Após perguntar para as crianças:
*Qual o total de pinicas que receberam?
*Como separaram as pinicas entre as duplas?
*Todos ganharam o mesmo número?
*Como fizeram para dar o mesmo número de pinicas?
*Sobraram pinicas? Como fizeram para resolver a situação?
*Alguém ficou com mais pinicas?
Após o jogo, quem ficou com mais pinicas? Quantas a mais? Em relação ao total dado no início, qual a diferença de pinicas?
Sugestão: Colocar quem sabe jogar com quem não sabe jogar pinica.
Observação: sei que estas atividades são simples, mas envolvem os alunos, porque na realidade que trabalho os alunos gostam de jogar pinica, tanto meninas quanto meninos. Podemos dar quantidades maiores de pinica, para aumentar o grau de dificuldade.
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